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Reciclagem, uma actividade de alto risco

por Belén Rodrigo, em 30.01.13

 

Quando cheguei a Lisboa há mais de onze anos fiquei admirada da pouca costume que existia entre os portugueses de reciclar em casa os diferentes produtos do lixo. Com o tempo, devo confessar que não é uma tarefa simples numa capital europeia. É evidente que quem quer reciclar, recicla, mas temos que nos queixar das poucas facilidades que existem na cidade para uma actividade que devia ser mais habitual entre os cidadãos.

Para começar, os ecopontos normalmente são lugares sempre sujos. É lixo, sim, mas quando vamos por o papel o plástico ou o vidro não devíamos ter a sensação de estar a apanhar uma doença. Está tudo sempre cheio de lixo a volta, um cheiro insuportável. No ecoponto mais próximo da minha casa o tanque amarelo tem um buraco muito pequeno para despachar os sacos. Quer dizer, não consigo por o saco de lixo de uma só vez e sou obrigada a meter um por um os desperdícios que contem. Como podem imaginar, logo a seguir convém ir lavar as mãos. Desde que são mãe há três anos muitas vezes não tenho outra opção do que por o saco do lixo de plástico no caixote do lixo do meu prédio. Muitos dias salgo e entro em casa sempre com os meus filhos e não consigo ir com eles até o ecoponto. Primeiro, porque não tenho mãos para levar dois filhos e o lixo. Segundo, porque não quero que os meus pequenos de 3 e 1 ano apanhem qualquer coisa lá.

 E começo a pensar que não é só preciso vontade para reciclar numa cidade como Lisboa. Também precisamos de meios. Por quê não caixotes amarelos em cada prédio? As embalagens de plástico são as que ocupam mais espaço e se utilizam muito em quase todas as famílias. As pessoas que estão sempre com os seus filhos, as que tem alguma dificuldade em caminhar, os idosos…..todos temos direito a reciclar mas nem sempre podemos. 

 

Belén Rodrigo

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publicado às 12:38


"Uma reforma deve procurar o melhor para o país"

por Belén Rodrigo, em 17.01.13

Os portugueses ainda estão à espera de saber o efeito real dos novos cortes nos seus salários. E enquanto esperam pelo fim de mês para saber quanto dinheiro a menos vão ter nos seus orçamentos mensais ainda recebem péssimas noticias. As recomendações do FMI para poupar  4 mil milhões de euros no Orçamento do Estado só aumenta a preocupação das famílias. E resulta curioso ouvir falar de reforma de Estado quando se trata de um novo corte que o Governo quis dar um outro nome. Uma reforma à serio não devia ter já fixado o valor dos cortes. Uma reforma deve procurar o melhor para o pais e não as medidas que permitam poupar muitos milhões às arcas do Estado. 

 

Belén Rodrigo

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publicado às 12:46


Belén Rodrigo

por Belén Rodrigo, em 09.01.13

Belén Rodrigo é jornalista.

 

A viver em Portugal, é correspondente para três meios de comunicação espanhóis: ABC, Onda Cero e As.

 

Atualmente é vice-presicente da Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal.

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publicado às 21:23




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  • silva

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