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Parceria ibérica nas artes

por Adriana Niemeyer, em 19.02.13

No mundo das artes portugueses e espanhóis perceberam que é preciso estarem unidos no combate da crise. As feiras de arte em Madri estão inovando para tentar fugir da recessão, internacionalizando cada vez mais o seu mercado. E os galeristas portugueses não só querem pegar boleia como pretendem ficar no posto do copiloto. A ARCO, que aconteceu na semana passada na capital espanhola, é um indicador da situação económica na Peninsula Ibérica, onde o aumento do IVA fez se sentir no volume das compras do mercado interno. Mas o director do evento, Carlos Urroz, não se rendeu e apostou no crescimento da participação estrangeira, nas oportunidades de negócios online e na divulgação dos bloggers e redes sociais. Com o cancelamento da Arte Lisboa a opção foi mesmo bater na porta dos vizinhos. Onze galerias portuguesas participaram do evento procurando atrair os 250 colecionistas, que foram convidados pela organização Para as galerias mais jovens a opção mais barata, mas não menos interessante, foi participar da Just Mad. O galerista João Azinheiro, da Kubikgallery do Porto me explicava que essa era uma oportunidade única de mostrar artistas portugueses emergentes a um publico muito internacional, já que este tipo de evento deixou de existir em Portugal. A Trienal do Alentejo, que no próximo verão vai reunir arte, vinho e gastronomia, apresentou na semana da arte contemporânea de Madri ,com um cozido e vinhos portugueses, a sua vasta programação com 32 artistas que irão intervir na paisagem alentejana das vinhas, adegas e olivais. Nomes de calibre como João Louro, Joana Vasconcelos e outros que além de mostrar as suas obras vão criar edições especiais de “ vinho de autor” como é o caso do angolano Ionamine Miguel para a casa Esporão. O coordenador da Trienal, André Quiroga, é um daqueles que acredita piamente na parceria ibérica para salvar atividades que ficam ainda mais vulneráveis com a crise. A arte está a dar o exemplo…porque não seguir o mesmo caminho em outros sectores?

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publicado às 15:11


Menú em português

por Adriana Niemeyer, em 11.02.13

Muitos anos atrás resolvi que Paris seria uma cidade riscada do meu mapa de viagens. Apesar de seduzida pelos seus encantos, como qualquer mortal, estava farta de ser mal tratada nos restaurantes, nas lojas, nas locadoras de carros, nos hotéis;  e da antipatia- muitas vezes gratuita- daqueles que costumavam servir o público. Na época sabia que os brasileiros não eram bem-vindos e por esse motivo tentava ser a pessoa mais e civilizada e educada que podia. Mesmo tentando falar meu fraco francês, aprendido em dois anos na escola, quase nunca vi um sorriso confortante de agradecimento ao meu esforço. Com a agravante de que era eu quem estava a gastar o meu suado dinheirinho nos seus estabelecimentos.

 

Numa das últimas vezes que estive lá decidi dar um basta, já que o mundo é imenso e cheio de gente simpática a espera de clientes. Mesmo quando era convidada por amigos que estavam  a viver na cidade luz buscava sempre uma maneira de mudar o lugar do encontro. Levei a sério a minha decisão, pelo menos uns quinze anos, de não permanecer na capital francesa por mais de 24 horas.  Até que algumas circunstâncias profissionais e sentimentais acabaram me conduzindo a Paris duas vezes em menos de três meses.

Na primeira, já preparada para o ataque, entrei numa loja de departamento e logo uma vendedora sorridente veio ter comigo para dizer que estava “a minha disposição para qualquer questão”. Logo quando agradeci percebeu que era brasileira e então tentou puxar conversa. Fiquei admirada. No restaurante também fui maravilhosamente atendida por uma jovem que disse ao meu acompanhante francês “adoro as brasileiras”. Opss! Estou sonhando?

 

Neste ultimo fim de semana, quando voltava da maravilhosa cidade de Honfleur , na Normandia, mais uma paragem para deixar o carro na Gare du Nord  e almoçar antes de ir ao aeroporto. Numa brasserie do outro lado da rua da estação o garçon logo se desculpou por ainda não ter o menu traduzido em português brasileiro. “Na próxima semana já estarão cá” explicou com um tom de satisfação que tem recebido no seu restaurante mais de 50 brasileiros por semana. Eu realmente pasmada com tanta honra, comi como uma rainha e ainda levei um “muito obrigado e volte sempre” na saída, num português com sotaque bem acariocado…

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publicado às 13:04


Adriana Niemeyer

por Adriana Niemeyer, em 09.01.13

Adriana Niemeyer é jornalista.

 

Correspondente para a Globo TV News, Rádio France Internacional e TVE, acumula estas funções com um cargo na direção da Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal.

 

É também diretora do FESTin – festival de cinema itinerante da Língua Portuguesa que tem como objetivo fomentar a interculturalidade e a inclusão social entre os países de língua portuguesa.

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publicado às 21:24




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