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A instalação do medo

por Duarte Victor, em 18.01.13

O humor tem que ser irreverente. Eu gosto do subtil, dos subentendidos, das entre linhas. Daquele humor que nos deixa suspensos na descoberta do que vai na cabeça do autor. Que nos provoca um sorriso rasgado, impossível de conter. O humor é parente da simplicidade que é, segundo Leonardo Da Vinci, o grau máximo da sofisticação. Autores como Ricardo Araújo Pereira e Rui Zink escrevem de forma simples e com irreverência sofisticada, inteligente. Brincam a sério com coisas sérias e convidam o leitor para a brincadeira. Do Ricardo não perco as suas crónicas semanais na Visão e do Zink alguns dos seus livros dos quais destaco o último, A Instalação do Medo da editora Teodolito que em boa hora o editou.

"O medo toma formas maiúsculas. O medo é sábio. O medo sabe o que é melhor para nós. O medo preocupa-se. O medo nunca anda longe. Está sempre perto de nós. Mais perto do que julgamos, mesmo quando julgamos que está longe. O medo é certo. O medo é verdade. O medo ama-nos." Rui Zink in Instalação do Medo, 2012.

A propósito desta obra Yvette Centeno refere; “O medo fala baixinho, por isso se tornou em arma melhor escolhida, mais fácil de espalhar e mais actuante: medo e silêncio coabitam nas almas enfraquecidas.” In literaturaearte.blogspot.pt

O medo institucionalizou-se e não conhece fronteiras, é uma pandemia que paralisa e nos interdita o futuro. O humor pode ser o seu antídoto, a melhor arma que Rui Zink tem para nos oferecer.

Um livro oportuno, a ler sem medos. 

 

 

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publicado às 11:56





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