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As conferências do Palácio da Foz

por Helena Freitas, em 17.01.13

É difícil compreender tanta inabilidade politica como aquela revelada na condução das chamadas conferências do Palácio Foz. Como é possível invocar a abertura ao diálogo e a discussão transparente sobre o Estado, envolvendo a sociedade civil, e depois fechar as portas na cara da comunicação social, veículo indispensável a essa mesma estratégia? Como é possível um primeiro-ministro ter o desaforo de inaugurar estas conferências apoiado num discurso hipócrita, alegando satisfação pela metodologia transparente e dialogante? Parece-me que o cinismo deste governo e deste primeiro-ministro não pode ser tido por ingénuo – não é possível tanto disparate – e não sendo assim, é de uma imprudência sem limites, que o povo português não vai tolerar mais.  A discussão já não é sobre a refundação do Estado, mas sim sobre o naufrágio de um governo, que foi ao fundo por culpa própria.

PS: Dizia-se que num exame de desenho de um liceu de Coimbra, um aluno que se julgava muito esperto, terá pintado a folha toda de azul, declarando tratar-se de um naufrágio de um barco. O professor, bem humorado, atribuiu-lhe um Zero,  declarando tratar-se da sua bóia de salvação. Este governo é também um daqueles casos em que – do mal o menos - não faltam bóias de salvação!

 

Helena Freitas

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publicado às 14:49





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