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Educar, humanizar e dignificar

por Duarte Victor, em 16.05.13

O tempo é artífice dos homens, assim espelha o pensamento de quem vive para além do seu. Mas o percurso empreendido até à contemporaneidade ainda não acabou com o orgulho e preconceito. O que é que se aprendeu com a história da humanidade? Com Homero, Sófocles, Platão, Aristóteles, Cervantes, Shakespeare, Goethe, Voltaire, Dostoiévski, Tolstoi, Orwell, Kafka, Camões, Pessoa, Saramago, etc?

 

Ignorância é vivermos imersos num profundo esquecimento e não nos preocuparmos com isso. É consentirmos uma sociedade mercantilista e desumanizada por receio de mudança. É ficarmos pela gota dum oceano imenso do saber.

 

O conhecimento é como a sede, não se esgota num copo de água. Agitar consciências é reconhecer que todo o ser humano tem o direito ao saber, à educação.

 

Para além da crise e dos números estatísticos estão as pessoas, está a vida. Se tudo isto parece tão óbvio, o que estamos dispostos a fazer para conquistar esta mudança de paradigma?

 

O que se faz em Portugal e um pouco pela velha Europa, é o confronto com “inevitabilidade” de que nesta crise o dinheiro não chega para tudo. Tudo passa a ter um preço que só alguns podem pagar. Corta-se na educação, na saúde, na segurança social, aumentam-se impostos, desvaloriza-se o trabalho e mata-se a autoestima. Não há resistência sem autoestima.

 

Avram Noam Chomsky, filósofo, professor de linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts e ativista político norte-americano, afirma: Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele, o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades, ou do seu esforço. Assim, ao invés de revoltar-se contra o sistema económico, o indivíduo autocritica-se e culpabiliza-se, o que gera um estado depressivo, do qual um dos seus efeitos mais comuns, é a inibição da ação. E, sem ação, não há revolução! in 10 Estratégias de Manipulação Mediática.

 

Por cá, o subfinanciamento e redução de professores põem em risco a Escola Pública e o acesso generalizado á educação. Um sistema que não respeita o princípio da igualdade de oportunidades e dispensa os professores, não quer uma educação culta. Citando a UNESCO, a educação deve promover aprendizagens de qualidade para todos. Esta é uma responsabilidade social coletiva.

 

Só a educação pode humanizar e dignificar. 

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publicado às 12:32





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  • silva

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