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As boas famílias

por Fátima Inácio Gomes, em 04.02.14

Acabo de ouvir um jornalista, relatando o ataque de um estudante russo numa escola secundária, que provocou dois mortos, dizer que o jovem era de "boas famílias".

 

Também, há dias, em Portugal, a comunicação social falava dos ataques violentos de jovens "de boas famílias" de Lisboa e de Cascais.

Não me pronuncio sobre o perfil das famílias destes jovens, sem as conhecer. Também não parto para a conclusão imediatista de que, "se fossem boas famílias, não teriam filhos assim". A história tem mostrado muito bons pais com maus filhos e bons filhos com maus pais. Mal estaríamos se ficássemos condenados, à nascença, pela família e pelo meio que nos calha em sorte, como os deterministas ditavam. Sem termos espaço para nos construirmos, livremente.

 

Acredito que assim não seja. Quer o modo como me olho, quer o modo como olho para os outros, têm por princípio esse espaço de liberdade. E de responsabilidade pessoal. E creio que os próprios jornalistas também não se estão a referir a valores morais: como podem eles avaliar, em cima do acontecimento, os alicerces morais de uma família?

Conclui-se, pois, que, na sociedade dos nossos dias, que os jornalistas tão fielmente refletem, a “boa família” é a família rica. Uma família rica é uma “boa família”.

 

Ah… agora até se entende por que razão o país até precisa de um tutor europeu. É que Portugal está cada vez mais cheio de “más famílias”!

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publicado às 19:54





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