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A pedido do Governo?

por Fátima Inácio Gomes, em 10.01.13

A pedido do Governo liderado por Pedro Passos Coelho, o Fundo Monetário Internacional (FMI) levou a cabo um relatório onde traça as principais linhas pelas quais devem passar a tesoura pública por forma a cortar os 4 mil milhões de euros nas funções sociais do Estado lê-se e ouve-se em vários espaços noticiosos.

 

A pedido do Governo?

Então, o Governo Português não definiu prioridades nacionais? Não tem uma política para a nação? Não tem presente quais os seus compromissos com os cidadãos nacionais? E, mesmo em face aos tão proclamados compromissos com os seus credores, não assinou já um “memorando de entendimento” com eles, com base numa análise feita por todas as partes? Como entender este pedido de espinha dobrada, esta solicitação formal de ingerência na governação de um país, quando essa governação cabe ao Governo do próprio país?

Como entender que o Governo Português vá pedir indicações do caminho a seguir a quem tem um caminho muito próprio, que não se compadece com o nosso, e que tanto mais ganha quanto mais estivermos dependentes dessas indicações?

Como entender o afã governativo de se fazer passar por “pessoa de bem” com usurários, representantes de um sistema de crédito agiota que rende valores milionários aos grandes bancos alemães e americanos? Que interesses, que não os nacionais, representa o Governo Português?

A resposta é inequívoca: o Governo Português não é uma pessoa de bem. Não o é, porque não defende, em primeiríssimo lugar, os compromissos assumidos com os cidadãos que jurou servir “com lealdade e dedicação”. Não o é, porque esconde uma agenda de interesses que pouco tem a ver com os interesses nacionais. Não o é, pois se escuda atrás de organismos externos para legitimar um programa que atenta contra os cidadãos que representa.

Afinal, que ganhará o país com o corte de milhares de funcionários públicos, com a diminuição dos seus salários e com a precarização do seu trabalho? Ganhará a (ainda maior) diminuição dos serviços públicos que lhe são prestados - o funcionalismo público existe num país onde existe serviço público, serviços de saúde, de educação, de segurança, conquistas que levaram séculos a alcançar. E ganhará, ainda, um maior número de desempregados, que não gerarão riqueza, que ficarão dependente de apoios sociais… enquanto durarem.

E quem beneficiará, então, dos 4 mil milhões de euros arrancados aos serviços públicos de uma nação? Pois… nenhum cidadão deste país. E não, eu também não considero o BPN, o Banif ou o BCP, assim como os seus gestores, cidadãos deste país.

 

Fátima Inácio Gomes

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publicado às 17:31





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