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Quando os politicos deturpam a política

por Nuno Vaz da Silva, em 18.06.14

A politica moderna é cada vez mais uma ciência que abrange as actividades de captura e manutenção do poder. Esta concepção está bem presente nas lutas intra-partidárias e nas trocas de argumentos para alcançar o governo de um país.

O bem público pode até ser uma justificação para as trocas de argumentações politicas. Ainda assim é muito usual constatarmos que o alimento dos políticos modernos não é o bem estar dos seus concidadãos mas tão somente o aumento do poder em termos pessoais e para o seu grupo de influência.

Esta visão pouco romântica da politica tem provocado o afastamento de muitas pessoas que a consideravam uma actividade nobre e com ampla utilidade social. Para além disso, as lutas fratricidas pelo poder levam a rupturas pessoais e criam um ambiente desgastante que nem todos estão dispostos a tolerar.

Isto passa-se tanto em Portugal como em outros países e está bem visível no tipo de discurso dos candidatos a líderes políticos, recheado de demagogia, ataques pessoais, redundâncias e escasso em argumentos, perspectivas sustentáveis de futuro e estratégia.

Por exemplo, quando se assiste à alteração de apoios nos candidatos a líderes do PS sem ter havido uma real troca de argumentos sobre a melhor estratégia para o partido e para o país, isso demonstra para a sociedade que os militantes estarão mais preocupados em preferirem o candidato não pelo seu perfil nem pelo seu programa mas pela probabilidade de ser eleito e, assim, garantirem a melhoria do seu status quo pessoal.

A politica e a democracia têm perdido as nobres funções que estiveram na sua génese com esta adulteração dos seus objectivos primordiais. E a verdade é que se alguém pretende ser o Dom Quixote desta guerra pelo poder, facilmente é vencido pelo populismo demagógico de quem não tem, não quer e, infelizmente, não precisa de ter argumentos para ganhar a confiança dos seus pares (sejam eles militantes, simpatizantes ou cidadãos independentes).

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publicado às 12:56


As insondáveis lógicas de mercado

por Pedro Brinca, em 16.06.14

O mercado livre e concorrencial, vulgo capitalista, funciona com base na lei da oferta e da procura. Isso leva automaticamente à valorização dos produtos de acordo com a sua utilidade, qualidade e escassez. Também os profissionais, na perspetiva de recursos humanos, se transformam rapidamente em custos de produção, vistos na mesma lógica de mercado, porque disputados pelas empresas do setor.

Por isso, não se consegue entender esta lógica que tem prevalecido na área da comunicação social, de onde têm sido afastados os bons profissionais, para baixar os custos de produção, ficando a prevalecer os recursos humanos menos qualificados, menos experimentados e menos habilitados a garantir a desejada qualidade. A aposta em matéria-prima de nível inferior nunca foi uma boa estratégia quando se trabalha para um mercado vivo e exigente.

E talvez o problema seja mesmo este. Para o mercado tanto lhe faz, “bacalhau basta”. Quando o consumidor come qualquer coisa que lhe ponham à frente, acaba por comer “coelho por lebre”. E lá se tinha que voltar ao velho dilema do ovo e da galinha, para saber o que nasceu primeiro, se a falta de exigência do consumidor ou o baixo nível de qualidade da oferta.

Mas trabalhar num órgão de comunicação social é mais do que exercer uma mera tarefa económica. Há uma responsabilidade social inerente, aliás como em qualquer outra atividade, mas aqui com um grau de exigência superior. É impensável que um restaurante não garanta a segurança alimentar e até os bons hábitos de consumo, apenas numa lógica de lucro. Há, aliás, legislação para o garantir. Mas ainda não se fizeram leis para garantir a segurança intelectual.

O que os novos gestores da Controlinveste não compreendem, ou até sabem bem demais, é que uma rádio não vale pela sua antena, pelos seus estúdios e nem até pela sua marca. Vale pelos seus profissionais, pois são eles que distinguem as rádios umas das outras. Despedir os melhores elementos da redação de uma rádio para poupar dinheiro é como despedir os jogadores titulares do Benfica e ir jogar com as reservas. O campeonato estaria perdido…

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publicado às 13:00




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  • silva

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