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A nova Narrativa sobre a Liberdade de Escolha

por Paulo Guinote, em 22.11.13

Assim como pode ser entendida a partir de escritos e intervenções recentes sobre a matéria por parte de alguns dos seus defensores:

 

• Afinal a defesa da liberdade de escolha não é ideológica, pois o que pretendem é melhorar o serviço público de Educação e torná-lo economicamente mais barato. Quem há poucos tempo os ouvia clamar que o valor da “liberdade” (para alguns) estava acima de qualquer outro estava a ouvir mal.

 

• Mas, afinal o que está em causa também não é a racionalidade económica de tal medida, porque quando se argumenta que é possível absorver os alunos das escolas privadas com contrato de associação numa rede pública em contracção, argumentam que, enfim, o que interessa é a qualidade do serviço.

 

• Só que, afinal, não é qualidade do serviço que interessa mal se chama a atenção para o facto das escolas com contrato de associação não estarem assim tão bem colocadas nos rankings e, pelo contrário, ficarem atrás das melhores escolas públicas, passando a ser defendido que o que interessa mesmo é a satisfação “das famílias”.

 

• Quando se pergunta de que “famílias” estão a falar, se não estão apenas a pedir apoio para quem já é privilegiado, passam a dizer que isso agora não interessa nada que o que interessa é o valor supremo da “liberdade”.

 

E voltamos ao debate ideológico sobre a instrumentalização do conceito, que é quando – quando percebem que estão a deitar borda fora valores constitutivos dessa mesma liberdade, pois encaram-na de uma forma redutora ou, no limite, primitiva, em que impera a liberdade do mais forte – eles começam a dizer que o debate não é ideológico da parte deles que é dos outros.

 

E assim, por aí fora… em circuito fechado.

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publicado às 16:50


Feira da Castanha - Festa do Castanheiro, em Marvão

por Nuno Vaz da Silva, em 14.11.13

No passado fim de semana decorreu na vila de Marvão a 30ª Festa do Castanheiro – Feira da Castanha. Trata-se de um evento que atrai milhares de turistas e visitantes a esta localidade situada dentro do "Triangulo Turístico Marvão – Castelo de Vide – Portalegre" e em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede. Se habitualmente não faltam motivos para visitar esta região do país, localizada entre a planície alentejana, as serras da Beira e a fronteira com Espanha, no segundo fim de semana de Novembro o cheiro a castanha assada invade as ruas estreitas e sinuosas de Marvão e aguça o apetite ao fruto do castanheiro.

 

A Feira da Castanha é um dos eventos mais significativos do Alto Alentejo, pelo número de pessoas que mobiliza mas também pela sua longevidade, conseguindo reinventar-se ao longo de 3 décadas, sem abdicar dos princípios que nortearam a sua criação.

 

Se durante alguns anos se contou e publicou que esta festa foi uma reprodução de um evento similar que decorria em França, tentando dessa forma falaciosa conceituar o certame, hoje é indiscutível que a génese do evento ocorreu dentro das muralhas da localidade e se deve a uma ambição genuína de 3 Marvanenses para desenvolver a actividade agrícola e a economia do concelho. Por isso mesmo, os seus fundadores foram, nesta 30ª edição, homenageados pela autarquia, o que serve de incentivo a muitos outros cidadãos que tenham boas ideias em prol da comunidade e que não desistam até as implementar.

 

A necessidade de justificar as iniciativas nacionais com os exemplos do estrangeiro é muito comum em Portugal. Desconfiamos mais de nós próprios do que dos outros. Será que um evento é mais credível por se dizer que foi copiado de um outro país do que afirmar que foi uma iniciativa local fruto da criatividade e da ambição bairrista?

 

A Festa do Castanheiro – Feira da Castanha continua a ser um evento de referência nacional e internacional. Ter sido criada dentro da vila não a tornou menos relevante! Pelo contrário! Isso contribuiu para a sua implementação, divulgação e manutenção ao longo dos anos, por ser diferente de tudo o que existia até então.

 

Da mesma forma que os Marvanenses criaram e apoiaram este evento durante 30 anos, também saberão adequar a Festa à nova realidade económico-social sem a descaracterizar dos princípios estruturais que lhe deram origem!  E, para isso, poderão considerar exemplos externos mas não devem abdicar da sua própria ambição para o desenvolvimento do concelho!

 

Viva a Feira da Castanha - Festa do Castanheiro! Em Marvão, claro!

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publicado às 17:05


Crato vs. Cristas

por Fátima Inácio Gomes, em 04.11.13

Dizia Camões “que um fraco rei faz fraca a forte gente”. Já não sou do tempo da “forte gente” portuguesa, pois dessa gente só ocasionalmente nasceria um fraco governo. E os nossos governos têm sido fraquinhos... e mais fraquinhos se tornarão, quando criados a pão de ló por uma população globalmente menos educada…

 

Não quero, contudo, entrar no registo da lamúria nacional. Há esperança! Temos que olhar para as dificuldades como novas oportunidades. E, se as dificuldades são inspiradoras, que dizer das excentricidades? Assim, considero a proposta da ministra Assunção Cristas, de limitar o número de animais de estimação em casa, uma excentricidade que, além de higiénica, é muito inspiradora! Tanto que proponho trocar o ministro da tutela que me emprega, Nuno Crato, por Assunção Cristas. O primeiro propôs o aumento do número de alunos por turma… já proliferam por aí turmas com 33 alunos! A segunda, não permite mais de dois cães ou quatro gatos por apartamento. Assim, opto por ter dois cães e quatro gatos na minha sala de aula. E não julguem que isto é uma originalidade minha. Recorrerei à autoridade do Padre António Vieira e à do mesmo Santo António para provar o contrário. Em Arimino, Santo António, perseguido pelos homens que não o queriam ouvir, dirigiu-se para as praias e falou aos peixes. No Maranhão, invocando o superior exemplo do Santo, Padre António Vieira fez o mesmo, no próprio púlpito da igreja onde pregava. E eu, nestes novos tempos, pretendo, não pregar aos peixes, pois a ministra Cristas nada propôs em relação a aquários, mas aos tais dois cães e quatro gatos – sim, podem estar juntos, Deus provirá. E assim poderei dizer, à semelhança do ilustre “imperador da língua portuguesa”, que têm os cães e os gatos “duas boas qualidades de ouvintes: ouvem e não falam”. Ou seja, os problemas disciplinares ficam também resolvidos.

 

Nuno Crato deveria colocar os olhos na sua colega. A taxa de desemprego desceria, pois mais professores seriam necessários e, sendo estes, como é do conhecimento popular, amantes da boa vida, o consumo cresceria, para felicidade geral. O que dois cães e quatro gatos não fazem! Com medidas como a do “cheque ensino” é que não vamos lá. Perguntem a qualquer habitante do bairro do Lagarteiro que pretenda escolher, por exemplo, um apartamento onde viver, e que vá, com um hipotético cheque entregue pelo Estado, bater à porta de um condomínio fechado da Foz… A liberdade pode ser uma arma profundamente discriminatória numa sociedade malformada.

 

Lembrava o Padre António Vieira, falando das muitas virtudes do português Santo António, que “para haver tudo isto em cada um de nós, bastava antigamente ser português, não era necessário ser santo. Presentemente, até a santidade ficaria curta, quando a alienação dos políticos deste reino é tamanha. E não me refiro a Assunção Cristas…

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publicado às 11:00




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  • silva

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