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(Des)governança nacional

por Sandra Araújo, em 31.07.13

Dedico este post ao mês de Julho. Por várias razões. Porque foi o meu mês de férias, aquela época do ano em que se quebra a rotina, não existem horas para acordar e o nosso único objetivo passa por descansar, passear, apanhar sol, ir à praia, passar mais tempo com os filhos, com os amigos e aproveitar para fazer uma série de coisas que não se consegue fazer no resto do ano. Além disso, porque foi um mês quente, ao contrário das expectativas criadas por um relatório de um qualquer canal francês que, em Maio, vaticinou que iríamos ter o Verão mais frio dos últimos 200 anos. Mas também porque a nossa vida política nacional esteve no seu melhor.

 

Dias após dia, os acontecimentos foram-se sucedendo em catadupa ao largo das várias semanas. Primeiro, a saída do Governo do Ministro das Finanças, Vítor Gaspar. Creio que poucos estariam à espera, mas muitos terão respirado de alívio. O “arquiteto da austeridade” saiu de cena, assumiu a falta de alternativa e denunciou um clima de falta de coesão governativa. Nem 24 horas tinham passado sobre a notícia, um novo pedido de demissão. Desta vez, ainda mais surpreendente, do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas. O líder do partido da coligação, fez birra, atirou a toalha ao chão e anunciou a sua saída “ irrevogável” do governo, instalando assim uma grave crise política. A oposição aproveitou e exigiu eleições antecipadas. O Presidente da República teve que intervir. Em duas semanas Cavaco Silva fez duas comunicações ao país. A primeira intervenção para explicar aos portugueses as razões que, em seu entender, desaconselhavam um cenário de eleições legislativas antecipadas e para propor um governo de salvação nacional entre os três partidos que assinaram o Memorando de Entendimento com a Troika. A segunda, uma semana depois, para anunciar o falhanço do compromisso de salvação nacional e para confirmar a viabilidade do Executivo. Em resumo, “a montanha pariu um rato” ou “muita parra, pouca uva”, expressões normalmente utilizadas para classificar situações em que as expectativas são elevadas, mas os resultados são parcos. Principal resultado: uma remodelação governamental em que CDS como parceiro da coligação reforçou o seu papel no Governo e Portas deixa de ser Ministro para assumir a função de Vice-Primeiro-ministro.

 

Enfim, um governo recauchutado com algumas mudanças de cadeiras, mas no essencial a política é a mesma. Algumas escolhas polémicas. Desde logo, a escolha de Maria de Luís Albuquerque, a nova Ministra das Finanças cuja credibilidade está em causa devido ao caso Swap. A oposição já pediu a sua demissão. Por outro lado, a opção por Rui Machete, atual Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros também não foi isenta de polémica por ter exercido funções na SLN/ BPN, aliás funções que foram omitidas no seu curriculum oficial.

 

Bom, é caso para dizer que ainda “a procissão vai no adro”… no entanto, uma coisa é certa, esta política não me é estranha!

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publicado às 12:26





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