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Os dias da salvação

por Duarte Victor, em 19.07.13

A confusão que o presidente de todos os portugueses criou com a solução presidencial, deixou o país suspenso. Aguardamos pela aquiescência dos partidos subscritores do memorando para um futuro político, enquanto se procura nas Selvagens a resposta geoestratégica da nossa territorialidade. Parece que tudo isto irá contribuir para a equação da resolução económica da crise. A solução afinal estava de molho como o bacalhau. É na economia do mar que está a resolução.

A ideia não é original e mesmo recorrente ao longo da nossa história. Sempre que nos vimos aflitos, viramos as costas à europa e pomos os pés no oceano. Só que desta vez nem a cobiça dos espanhóis pelo subarquipélago, nos demove no alargamento da zona económica exclusiva, a maior da União Europeia. Já temos o ROV para a investigação científica e os submarinos, só nos faltam uma frota de pesca que se veja, uma rede portuária de jeito para o import/export e um empurrãozinho das Nações Unidas a partir do próximo ano.

O passeio de Cavaco Silva por estes rochedos é de uma inestimável visão geopolítica.

Entretanto enquanto o presidente pernoita nos rochedos, no continente tudo está estranhamente calmo como se o tempo tivesse parado. Se calhar o acordo nunca foi problema porque, tacitamente, no arco da governabilidade, sempre existiu. O momento não é propício ao partido de Seguro para a governação e a maioria ainda tem margem, embora com alguns retoques de cosmética política e sob vigilância presidencial, para continuar durante mais um ano. Ou seja, este modo de standby político até às eleições em 2014 é o que realmente mais convém ao bloco central. Uma espécie de encenação coletiva.

A dúvida reside em como os portugueses vêm tudo isto e na sua reação na hora da verdade. Diz-nos a experiência que depois de muito queixume votam quase sempre como se sabe.

Estes são os dias de salvação. Resta-nos esperar que as Ilhas Selvagens não sejam como a Nau dos Corvos nas palavras de Ruy Belo; Nau parada de pedra que tanto navega /e há tanto está no mar sem nunca a porto algum chegar(…).

No mar das incertezas precisamos de alcançar um bom porto que nos faça esquecer as tormentas e nos proteja de naufrágios. Fazer alguma coisa por nós.

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publicado às 15:15





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