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Uma suposta defesa da cultura

por Pedro Brinca, em 09.07.13

Há muito que se ouve essa ideia em determinados meios, mas este fim-de-semana foi defendida publicamente no 8º Encontro de Dirigentes Associativos de Setúbal. O moderador de um painel afirmava convictamente que as várias infraestruturas culturais criadas recentemente na cidade devem ser para uso exclusivo dos artistas da terra.

 

É difícil encontrar visão mais tacanha e provinciana, com reminiscências de um regime em que se vivia “orgulhosamente sós”, do que achar que apoiar a cultura local é impedir a entrada aos de fora. Tipo reserva ecológica, com redoma de proteção. Promover os artistas locais, obrigando o público a consumir continuamente os mesmos, incluindo os bons, os razoáveis e os medíocres.

 

Conhecer outras formas de expressão, saber um pouco mais do mundo, fica destinado apenas aos que podem viajar. As reservas, neste caso, estimulam também o elitismo. Aliás, durante muito tempo em Portugal apenas os ricos tinham acesso às novas tendências culturais, arredadas dos meios de difusão controlados.

 

E estas lógicas protecionistas têm sempre um reverso. Se limitarmos os nossos espaços culturais aos artistas da terra, também é legítimo que estes fiquem impedidos de ir atuar aos outros concelhos. Um ato de xenofobia cultural que restringe os artistas a um circuito limitado, atuando sempre para o mesmo público, até à exaustão.

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publicado às 11:47


1 comentário

De Fátima Guerra a 09.07.2013 às 18:03

Por acaso o senhor ministro Paulo Portas quis sair e não pensou bem, que ia ganhar menos fora do governo mas continuava no seu partido, podia nao fazer tantos passeios como costuma fazer. Ainda não ouvi dizer aos senhores Ministros que vão dar alguma parte dos ordenados a outros trabalhadores mas só estão a tirar a nós.
O senhor ministro Paulo Portas e o ministro Passos Coelho antes das eleições prometeram muito aos trabalhadores mas agora estão a tirar tudo, cada vez há mais desemprego. O senhor Paulo Portas comprou submarinos mas não existe as faturas? Porque? E os trabalhadores que moram do lado do Tejo não têm barcos para virem para Lisboa trabalhar. O ex-ministro Vitor Gaspar, ex-ministro das finanças porque não foi procurar trabalho para outro sitio? Regressou ao banco de Portugal, e retomou o antigo cargo de consultor de Admistração-Espresso. Porque ele não foi procurar trabalho como os outros trabalhadores procuram trabalho, ou então ir pedir apoio social à segurança social. É que no fundo de desemprego ele podia ganhar 500 euros como as outras pessoas, porque ele ainda não tem idade para a reforma. Porque a senhora Maria Belém está tão preocupada com as questões de Portugal, se nunca deu nada a ninguém, está sempre sentada na assembleia e não faz nada. O meu caso trabalho 10 horas por dia, para ganhar 500 euros, o meu marido ganha 700 e temos uma filha.
Isto está pior que no tempo do Salazar. Porque?

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