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Urgente é o amor

por Duarte Victor, em 31.05.13

Passaram os tempos dedicados à supressão da heresia mas as mentes inquisidoras teimam em manter-se por aí. Volto ao rebatido tema do orgulho e preconceito porque há discussões que não fazem sentido nos dias de hoje. São fruto de um obscurantismo intelectual ou de ignorância confrangedora. Esgotam-se energias a esgrimir argumentos em questões fraturantes como as do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da coadoção, do aborto e da eutanásia. Não são apenas questões de origem cultural ou civilizacional mas sobretudo tabus de mesquinhos interesses disseminados na sociedade.  

 

Os tempos mudaram mas há sempre resistências ao seu avanço. Ardilosas consciências pequeninas e quezilentas, que mergulham numa comiserada autocensura para justificar preconceitos.

 

É melhor entregar uma criança a quem esteja preparado(a) para a receber e lhe dar carinho do que deixá-la numa instituição, seja na adoção de pessoas do mesmo sexo ou outra. Sem questionar a importância das instituições de acolhimento, esta é a opção que mais está de acordo com os superiores interesses/direitos da criança.

 

(…)a adoção deve depender das circunstâncias aferidas caso a caso de quem adota e não propriamente de uma determinada orientação. Paula Teixeira da Cruz, ministra da Justiça.

 

Discordâncias se levantam e entraves se constroem.

 

O Conselho Superior de Magistratura afirma que a lei da coadoção por casais do mesmo sexo, aprovada na generalidade no Parlamento, colide com o regime das uniões de facto e com a lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Então corrija-se ou altere-se.

 

Vociferam Marinho Pinto e Luís Villas-Boas ao considerar a situação preocupante para a criança porque não vai nunca poder perceber na idade precoce, sobretudo com cinco anos de idade, o que é um pai e uma mãe. Argumento frágil.

 

Os seres humanos desde a nascença diferenciam e descodificam signos e sinais, para isso serve a inteligência. É o amor, a atenção e os cuidados que prestamos às crianças que lhes permitem viver a infância e a adolescência de forma digna, tranquila e feliz. Isto não depende de orientação sexual mas da opção consciente e responsável na adoção.

 

O destino do homem determina-se na forma como é gerado, no calor dos braços que se lhe estendem, na ideologia que o envolve e na liberdade que lhe é proporcionada para imaginar, experimentar e pensar. João dos Santos, sócio fundador do Instituto de Apoio à Criança

Num estado de direito, a discriminação não pode ser obstáculo a um enquadramento jurídico e social mais justo na proteção à criança. Vamos investir no futuro, no amor.

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publicado às 11:32





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