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Uma lamentável sequência de equívocos

por Helena Freitas, em 20.05.13

Primeiro foi a vinda da Troika e a assinatura do memorando. A ameaça da bancarrota obrigava Portugal a pedir ajuda internacional, e a submeter o país às orientações da Troika. A culpa era do Sócrates e doe seu governo despesista. Afinal, diz-nos agora um dirigente do CDS que não foi bem assim; foi a maioria que nos governa actualmente que forçou a vinda da Troika. Nem Ângela Merkel queria que tivesse sido esta a opção.

 

Depois, era preciso demonstrar que Portugal não era a Grécia, e convencer os mercados que os portugueses estavam dispostos a tudo para expiar as culpas de uma década de gula e desperdício. Era preciso agradar à Alemanha e o governo português queria ser bom aluno. Estava mesmo disposto a impor mais austeridade do que o que estava previsto no memorando. Afinal, tudo não passou de mais um equívoco. O caderno de encargos era afinal um artigo científico cheio de erros, casualmente identificados por um estudante de doutoramento.

 

Agora, é a própria Alemanha que acusa a Comissão Europeia de inabilidade política na gestão da crise europeia, uma forma suave de a acusar de incompetência. A Alemanha reclama assim a sua inocência. Afinal, também não foi culpa da Alemanha nem do seu ministro das finanças.

 

Entretanto, em Portugal, na coligação que nos governa os equívocos multiplicam-se. Afinal não é uma coligação, e parece que nunca o foi. Um lamentável equívoco, que apenas persiste porque esse é o desejo de mais um equívoco: o Presidente da República. 

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publicado às 11:05





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