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Não devemos ter medo!

por Helena Freitas, em 08.04.13

Passos e Gaspar vão relatar-nos hoje mais um episódio da sua estratégia do medo. Um clamoroso embuste que assusta os portugueses, vergando-os à medida da chantagem que pretendem impor. Insuportável. Desde logo por esta razão, nunca poderão ser os protagonistas da mudança.

 

A situação de Portugal hoje é a que de poderia esperar face à trajectória escolhida, e às condicionantes do euro e da evolução da própria Europa. Fizeram tudo para esconder estas condicionantes porque – por razões políticas e nunca pelo interesse do país - o bode expiatório tinha que ser “o outro”. Mas o mais lamentável, é que vão continuar a preferir mentir aos portugueses, desta vez com um novo bode expiatório: o Tribunal Constitucional. É o relato que se aguarda para hoje.

 

Eu não sou economista, mas também não preciso de ser – nem o mais simples dos portugueses - para uma análise do problema e dos números. Dito de forma simples, o estado português tem uma “factura” de 8 mil milhões de euros anual que não consegue pagar com o “rendimento anual” que reúne. Na sequência da decisão do TC, passará agora a ter um pouco mais de mil milhões. Esta “factura” corresponde aos juros – e apenas aos juros! – de uma dívida pública que continua a crescer. E que continuará a crescer, porque vamos pedindo mais dinheiro para pagar... juros! Dívida e juros que se vão acumulando e que obrigam a uma decisão que não se compadece de mais politiquice.

 

O interesse nacional não pode passar hoje por mais resgates, mais dívida, e mais juros! O interesse nacional passa hoje pelo perdão parcial da dívida, tal como fez a Grécia no passado e com total legitimidade! Este perdão é um perdão legitimado por uma dívida – essa sim – em grande parte, ilícita! Faça-se uma auditoria à dívida pública e veja-se quantos juros não estamos a pagar indevidamente à banca.

 

Mas não devemos ter medo. Não estamos sozinhos. São muitos os países do mundo que nas últimas décadas têm sofrido igual pressão dos mercados, e que viveram processos bem mais dramáticos. E sobreviveram! Melhor: viram as suas economias desabrochar quando dispensaram “os abutres”. Lamentável no caso português (ou grego, ou irlandês...) é que acreditámos na construção da Europa como projecto solidário e fraterno, e percebemos hoje que não é assim. Estamos por nossa conta; entregues a nós próprios.

 

Mas também por isso, não podemos aceitar a lógica falsa e humilhante do bom aluno, enquanto, agonizantes, nos carregam mais ainda um fardo insustentável.    

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publicado às 11:08





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