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Quem contacta com empresários conhece quais os problemas que enfrentam e as soluções que reclamam. Ao contrário do que se possa imaginar, a grande maioria dos empreendedores não pede subsídios nem regimes de excepção. Limita-se a reclamar eficiência nas políticas e no funcionamento da máquina do Estado.

 

Algumas das reivindicações dos empreendedores prendem-se até com aspectos pouco onerosos para as finanças públicas mas que, por algum motivo, têm-se arrastado por algumas décadas sem resolução. Aqui ficam alguns exemplos:

 

1-      Complexidade administrativa e legal. Criar uma empresa passou a ser mais simples mas continua a ser necessário tirar um doutoramento em processo administrativo para conhecer e compreender toda a legislação que se aplica ao desenvolvimento de uma determinada actividade.

 

2-      Complexidade fiscal. Com a quantidade de artigos, alíneas e excepções com alterações sucessivas e com a crescente alteração das taxas de imposto, é extremamente difícil a um empresário fazer um plano de negócios fidedigno para mais do que um ano.

 

3-      Justiça. A dificuldade em cobrar um crédito litigioso junto de um cliente ou a demora em resolver um determinado contencioso legal afasta todo e qualquer empresário menos paciente ou com menos capacidade de tesouraria.

 

4-      Cobrança de créditos ao Estado. Se o Estado solvesse as suas responsabilidades nas datas de vencimento das facturas, injectaria liquidez na economia e permitiria às empresas utilizarem as linhas de financiamento para outros clientes ou para investimento na modernização da sua capacidade produtiva.

 

O conhecimento sobre as necessidades dos empreendedores é fundamental para definir medidas eficazes de apoio à indústria e de aumento das exportações. Nem sempre é necessário investir milhões de euros em campanhas de marketing para promover os produtos nacionais como nem sempre precisamos de mais apoios para termos “mais músculo” nas empresas.

 

A resolução, ou pelo menos melhoria, nestes quatro exemplos poderia ter um impacto extremamente relevante não só no aumento das exportações como também na dinamização de novos empreendedores.

 

O problema português não está na falta de ideias ou de empreendedores. Reside essencialmente na falta de eficiência das políticas e no peso excessivo das diversas burocracias. 

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publicado às 17:35





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  • silva

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