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A Economia da Partilha: uma mudança de paradigma

por Sandra Araújo, em 27.02.13

Recentemente tive o privilégio de participar numa Conferência promovida pelo Conselho da Europa, organização internacional que integra atualmente 47 Estados, incluindo os 27 que fazem parte da União Europeia e que tem como principal propósito a defesa dos direitos humanos, o desenvolvimento democrático e a estabilidade político-social na Europa.

 

Trago este assunto para este blog porque este encontro deu-me alento, motivação e alguma esperança em relação ao futuro, sobretudo porque percebi (felizmente) que outros partilham a convicção de que um outro mundo é possível. E mais do que possível, creio que será um imperativo. Crescem as vozes que pedem mais integração e interação, mais diálogo, mais escuta dos diversos pontos de vista e que defendem a economia da partilha como ponta avançada de uma economia alternativa àquela vigente hoje.

 

Trata-se de uma visão do mundo e de sociedade bem diferente daquela que conhecemos hoje, baseada nos “ismos”, do individualismo, do consumismo, do egoísmo, do materialismo e da busca do interesse próprio. Para alguns até pode parecer algo filosófico, mera utopia ou sonho, mas a verdade é que as consequências do modelo atual inspirado nestes valores são bem conhecidas.

 

Trata-se da constatação da necessidade improrrogável de uma profunda mudança nos esquemas de leitura, compreensão e interpretação da realidade social e na forma como atuamos e nos relacionamos uns com os outros. O conceito de economia de partilha requer a contribuição de todos – cidadãos e instituições – uma nova consciência social e um estilo de vida que envolve pessoas de diferentes idades e categorias, começando pelas crianças.

 

Fiquei convencida que a mudança também começa em nós e por nós e terá que ser provocada a partir da base, pelos cidadãos e pelas comunidades locais, num processo bottom up e não top-down. Ou seja, exige que cada um de nós se reveja, enquanto cidadão, e equacione os recursos – materiais e imateriais – que dispõe (pessoalmente ou na sua comunidade) e que está interessado em partilhar e colocar ao serviço do bem comum, contribuindo para sanar a diferença entre ricos e pobres e permitindo pela solidariedade reciproca um justo acesso dos indivíduos aos recursos. Já pensou nos recursos que poderia partilhar? A casa, o carro, a bicicleta, os livros, ou quem sabe o seu tempo, os seus conhecimentos e a sua experiência? Já pensou em como essa atitude poderia fazer a diferença para a construção de uma sociedade mais coesa e mais justa?

 

Além do que nos responsabiliza muito mais enquanto cidadãos ativos, críticos e participativos. “Responding Together” ou traduzido para português “Respondendo Juntos” é o nome do projeto cofinanciado pelo Conselho da Europa e Comissão Europeia sobre como os cidadãos e os recursos podem ser mobilizados para promover processos inclusivos a nível local, utilizando recursos locais e globais e que requer a contribuição de todos e a partilha de responsabilidades. Brevemente estará disponível uma plataforma online sobre o projeto.

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publicado às 11:06





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