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Com tantas insolvências, quem sustém a economia?

por Nuno Vaz da Silva, em 07.02.13

A crise económica motivada pela necessidade de equilibrar as contas públicas e de cumprir as obrigações impostas pela Troika tem originado um fenómeno silencioso mas que afecta transversalmente a sociedade: as insolvências!

 

A insolvência é o golpe de misericórdia de muitas famílias e empresas. É o assumir que nada mais pode ser feito para recuperar as contas de forma sustentável.

 

Se no início da crise as insolvências incidiram sobre as empresas ineficientes e as famílias com má gestão, actualmente afectam também as empresas bem geridas e os orçamentos familiares equilibrados. Isto acontece devido aos efeitos de contágio exógenos. Há empresas que sofrem as consequências das insolvências dos seus clientes, o que origina o não pagamento de créditos e há famílias em que o desemprego bateu à porta de uma, duas ou mais pessoas (para não falar da quebra generalizada de rendimento liquido devido ao aumento dos impostos).

 

E é justamente neste ponto que a crise levanta as maiores preocupações. A insolvência dos ineficientes é algo não desejável mas que até pode contribuir para um maior equilíbrio da economia. Mas os efeitos de contágio podem rapidamente tornar-se virais e produzir efeitos estruturais nefastos à sustentabilidade da actividade económica. Existe um ciclo vicioso implícito que desmotiva empresários e cidadãos em investirem e em colocarem os seus projectos ao dispor da sociedade. Refiro-me, por exemplo, às inúmeras barreiras à entrada na constituição de negócios e à má formatação de apoios sociais como subsídios de desemprego e rendimentos de inserção.

 

Acredito que o Governo tenha estudos que refiram qual será o limite do esforço da nossa economia, ou seja o momento a partir do qual o aumento de impostos dará origem a uma diminuição da colecta dos mesmos. Mas mesmo que esse ponto ainda não tenha sido atingido, como a economia é uma gigantesca máquina em movimento, o problema ocorrerá quando se chegar à conclusão que inverter a marcha será muito mais difícil e demorado do que estava previsto. 

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publicado às 10:51





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