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Portugal tem o salário mínimo mais baixo da zona euro (485 euros). Com o aumento do custo de vida, a manutenção deste valor demasiado baixo gerou um crescimento exponencial do número de trabalhadores pobres em Portugal. Um em cada dez trabalhadores vive abaixo do limiar da pobreza. Em 2010, o limiar da pobreza foi definido nos 434 euros.

 

Hoje, depois dos descontos, os trabalhadores que auferem o salário mínimo recebem 431,65 euros líquidos, ou seja, ficam abaixo daquele limiar. Uma situação em que o exercício de uma profissão e o acesso ao emprego não permite escapar à pobreza põe profundamente em causa a própria ideia do trabalho digno e não é admissível na Europa do século XXI.

 

Aumentar o salário mínimo é, pois, uma exigência do combate à pobreza, para salvaguardar as pessoas que se veem privadas de exercer a sua plena cidadania e dignidade. Está em online uma Petição Pública que apela ao Aumento do Salário Mínimo Nacional (já subscrita por mais de 6000 pessoas) e que durante a próxima semana será entregue pelo grupo de promotores à Presidente da Assembleia da República. Os signatários não ignoram os problemas económicos e financeiros que o país atravessa mas acreditam que esta questão é uma questão de justiça e de direitos humanos.

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publicado às 17:53


7 comentários

De Tó Zé a 01.02.2013 às 18:47

Já assinei a petição, mas confesso que mais do que os direitos humanos, aquilo que me levou a assinar aquela petição foi saber que se aumentarmos o salário mínimo podemos estar a dar algum dinheiro para as famílias gastarem e inserirem na economia, já para não falar de que pode reduzir o número de apoios sociais que o Estado tem de dar e, consequentemente, diminuir a despesa pública.

De P a 02.02.2013 às 10:09

É exactamente o que penso. A recusa em aumentar o salário mínimo deve-se ao síndrome Cuba libre. Explico - quando esta bebida apareceu nos bares portugueses era servida medindo-se a quantidade de rum num cálice até uma linha azul no dito cálice e o resto era gelo e cola. Bebia-se uma não se bebia mais nenhuma. Em Espanha servia-se com largueza de gestos muito gelo muito rum e depois a cola. Os bares portugueses ganhavam imenso em cada Cuba libre mas demoravam ANOS a vender toda a garrafa, num bar espanhol ganhava-se bastante menos por cada garrafa mas vendia-se numa noite o equivalente ao que se vendia num ano num bar em Portugal e havia fiesta. É a esperteza saloia - faziam contas ao preço que ganhavam por garrafa e imaginavam o quanto iriam enricar SE as pessoas fossem burras e continuassem a pagar para beber coca cola com cheirinho.
Isto para dizer que em Portugal é atitude comum esperar receber o máximo dando o mínimo. Fazem contas e imaginam mundos fantásticos. Esquecem só a reacção das pessoas às suas contas.

De Patrícia a 03.02.2013 às 12:14

Como estudante de economia, sinto-me na obrigação de discordar com o aumento do salário mínimo, uma vez que há estudos que comprovam que se o salário mínimo aumentasse o desemprego iria também aumentar.

De Tó Zé a 03.02.2013 às 12:20

Também há estudos, feitos por uma equipa na faculdade onde leciono que dizem que nos países no sul da Europa o salário mínimo tem de aumentar ou então a economia não terá dinheiro para se financiar. Também dizem que o desemprego a curto prazo vai aumentar mas é a única solução viável para a redução do desemprego a médio e longo prazo. Consideram que a única hipótese para minimizar os efeitos do desemprego a curto prazo é subsídios de desemprego a rondar os 700€ a 800€ que permitam um aumento do consumo interno.

De abcdamatrafice a 07.02.2013 às 00:03

Quando se se baixarem os impostos e subirem os salários, subiram as empresas subira a classe trabalhadora e subira a económica ..... mas eu não sou economista

De abcdamatrafice a 07.02.2013 às 00:00

Boa noite criei o meu blog a pouco tempo e este é muito bom, parabéns.

Estou completamente de acordo em aumentar o valor do salário mínimo, mas é impossível fazê-lo quando é possível fazer vários tipos de contratos onde este valor não é tido em conta. seria mais importante a priori analisar esses casos pois é para onde os grandes empregadores vão fugir.

Abraço

De silva a 01.10.2014 às 11:11

A TRÍADE SALOIA Casino Estoril Sol III
No caso da farsa do despedimento coletivo do Casino Estoril,passam já quatro anos sem fim à vista por atraso da justiça a maior parte das pessoas estão na miséria e vão inevitavelmente por falta de ordem económica entrar em pobreza profunda este é o maior espectáculo de drama deste Casino Estoril.

http://revelaraverdadesemcensura.blogspot.pt/

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